

Goiás iniciou 2026 com resultado positivo no mercado de trabalho. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores goianos chegou a R$ 3.878 no primeiro trimestre do ano, o maior valor da série histórica iniciada em 2012. Os dados são da PNAD Contínua Trimestral, analisados pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica, órgão ligado ao Governo de Goiás.
O levantamento mostra que o rendimento médio em Goiás cresceu 15,5% em comparação com o mesmo período de 2025. Em valores absolutos, o avanço foi de R$ 431, colocando o estado entre os maiores crescimentos do país. O resultado também ficou acima da média nacional, que foi estimada em R$ 3.722 no mesmo período.
Além do aumento da renda média, o estudo aponta melhora em outros indicadores do mercado de trabalho goiano. Houve redução no número de trabalhadores em situação de informalidade, queda na taxa de desocupação e crescimento da renda total das famílias. Para o governo estadual, os números indicam um cenário de maior dinamismo econômico, com reflexos diretos na geração de oportunidades e no poder de compra da população.
Outro dado relevante é o rendimento real total dos trabalhadores, que representa a soma dos rendimentos recebidos pela população ocupada. Em Goiás, esse indicador também atingiu recorde histórico, chegando a R$ 14,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O crescimento foi de 3,4% em relação ao trimestre anterior, desempenho superior ao registrado no cenário nacional, que teve alta de 0,6%.
A taxa de desocupação em Goiás ficou em 5,1%, abaixo da média nacional, que foi de 6,1%. Com esse desempenho, o estado aparece entre as unidades da federação com menores índices de desemprego no país. O levantamento também destaca a taxa de desalento, que mede o percentual de pessoas que desistiram de procurar emprego. Em Goiás, esse índice ficou em 0,7%, um dos menores do Brasil.
Entre os setores que contribuíram para a expansão da ocupação no estado estão o comércio e a construção civil. O comércio registrou crescimento de 7%, alcançando 846 mil trabalhadores ocupados. Já a construção civil avançou 0,3%, chegando a 306 mil trabalhadores. No mesmo período, esses setores tiveram retração no cenário nacional, o que reforça o desempenho positivo da economia goiana.
Segundo o Governo de Goiás, os dados demonstram consistência no mercado de trabalho e refletem um ambiente favorável aos negócios, à formalização e ao crescimento da renda. A avaliação é de que a combinação entre geração de empregos, fortalecimento dos setores produtivos e melhora nos rendimentos contribui para ampliar a qualidade de vida da população goiana.
Com os resultados do primeiro trimestre, Goiás começa 2026 mantendo indicadores econômicos acima da média nacional e consolidando um cenário de avanço no emprego, na renda e na ocupação formal. Para os trabalhadores, o principal impacto está no aumento do rendimento e na ampliação das oportunidades em setores estratégicos da economia estadual.
Mín. 17° Máx. 31°





